
Versão brasileira da peça americana Moonlight and Magnolias
(Luar e Magnólias), escrita por Ron Hutchinson, o espetáculo
“E o Vento Não Levou” fica em cartaz até o dia 14 de dezembro de 2011,
no Espaço Parlapatões (Praça Franklin Delano Roosevelt, 158),
em São Paulo, com tradução de Isser Korik e direção de Roberto Lage.
A comédia é baseada em fatos reais e conta a divertida história
que ficou famosa nos bastidores de Hollywood, durante as gravações
do clássico filme E o Vento Levou. A peça cumpre temporada nas terças
e quartas-feiras, às 21h, e o ingresso custa R$ 30,00.
No palco, quatro personagens – o lendário produtor David O. Selznick
(Isser Korik), o roteirista Ben Hecht (Henrique Stroeter),
o diretor Victor Fleming (Fábio Cadôr) e uma secretária (Luzia Meneghini)
– numa corrida contra o tempo para escrever um roteiro em 5 dias
a partir do famoso best-seller de 1.037 páginas. O cenário é assinado
por Gilberto Gawronski, figurinos de Luciano Ferrari, trilha sonora
de Fábio Ock e iluminação de Roberto Lage e Paulo Henrique Jordão.

Isser Korik – que completa 26 anos de carreira agora em outubro
- conheceu o texto por intermédio de um amigo. Leu, gostou e entrou
em contato com o agente do autor Ron Hutchinson. “Gostei da estrutura
da comédia e do conteúdo do texto”, diz o ator e produtor que também
é diretor artístico da Conteúdo Teatral (responsável pela programação
do Teatro Folha em São Paulo, e Teatro Amil, em Campinas)
desde sua criação, em 2001. Isser Korik esteve no palco pela última vez
em 2006/ 2007, com O Dia em que Raptaram o Papa.
Roberto Lage dirige pela primeira vez o comediante Isser, com quem
já havia trabalhado ano passado durante o projeto Te Amo, São Paulo,
no Teatro Folha. “Trata-se de uma comédia americana,
com texto bem escrito e inteligente. Uma peça bem feita não somente
do ponto de vista da carpintaria teatral, mas também das ideias discutidas”,
informa Lage. “Leva à reflexão sobre temas como racismo, a exploração
do homem pelo homem, a função do artista e as concessões feitas na criação”,
explica o diretor.

Na montagem, o diretor segue o tratamento realista exigido pelo texto.
“Acontece no escritório do produtor do filme, com personagens reais,
que existiram mesmo, assim como as situações abordadas.
É claro que existe um exagero, que é a liberdade de criação do autor”.
Esta é a primeira vez que a peça é encenada no Brasil.
Mais informações: (11) 3258-4449












