
Fica em cartaz até o dia 30 de setembro 2011 a exposição
“Cidade Adoniran” no Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova 245,
Vila Buarque), em São Paulo. A mostra traz 20 fotos da cidade
de São Paulo inspiradas nas composições de Adoniran Barbosa
(1910-1982). Os trabalhos de Otavio Valle homenageiam principalmente
a forma de vida do artista e sua maneira de falar dos paulistas,
a partir das histórias contadas pelo sambista. O fotógrafo escolheu
homenagear Adoniran especialmente em função da história de vida
do artista.
Adoniran Barbosa
Adoniran Barbosa nasceu em 1910, na cidade de Valinhos (SP).
Seu nome de registro era João Rubinato. Antes de ser artista,
foi entregador de marmitas, mascate, pintor, encanador,
garçom e chofer. Em 1932, vivendo em São Paulo, começa a compor
e adota o nome artístico: Adoniran, emprestado de um amigo
dos Correios, e Barbosa, do músico Luiz Barbosa. Em 1936,
casa-se com Olga Rodrigues e grava seu primeiro samba:
“Agora pode chorar”. Em 1951, os Demônios da Garôa
gravam sua primeira interpretação de Adoniran, o samba “Malvina” e,
nesse mesmo ano, Adoniran grava “Saudosa Maloca” – considerado
um dos maiores sucesso do artista, a música “estourou”
com os Demônios em 1955. A consagrada “Trem das Onze”
também deve seu sucesso ao grupo, que a gravou em 1964.
Foi só em 1974 que Adoniran gravou seu primeiro LP.
A carreira artística de Adoniran não se limitou à música.
Ele passou pela Rádio Cruzeiro do Sul, pela Rádio e TV Record
e pela TV Tupi, onde participou da primeira versão da novela
“Mulheres de Areia”, em 1971. No cinema, vale mencionar
sua atuação nos filmes “Pif-Paf” (1945), de Adhemar Gonzaga;
“O Cangaceiro” (1953), do Lima Barreto; e na pornochanchada
“Elas são do baralho” (1976), com Vera Fischer.












