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Imóveis Dicas de Segurança Como evitar assaltos em condomínios por Rodrigo Karpat

Imóveis - Como evitar assaltos em condomínios por Rodrigo Karpat

O grande índice de violência nas áreas urbanas brasileiras nos últimos
anos levou parte da população a optar por viver em condomínios
residenciais. E a segurança é o principal motivo. Infelizmente,
nem os condomínios estão conseguindo resistir à onda de assaltos
e furtos em todo Brasil. Mesmo com todo o aparato de segurança,
os condomínios estão suscetíveis aos ataques de bandos organizados.
Resta questionar: como é possível proteger o condomínio
e os seus moradores de ações criminosas?
 
A primeira coisa é entender como estes assaltos acontecem.
Os bandidos costumam observar o funcionamento do condomínio
que pretendem roubar muitos dias antes de realizar a ação.
Na maioria das vezes, entram no prédio pela garagem,
via clonagem do controle remoto, atrás de algum carro ou rendendo
um morador.
 
Quando os assaltantes não entram pela garagem,
sua alternativa mais constante é a própria porta da frente:
de “carona” com algum morador ou aplicando golpes como
o do falso carteiro, falso corretor, falso policial, falso medidor de gás,
entre outros.
 
Por isso a portaria do condomínio deve ser o centro das atenções
quando a questão é segurança.  Muitos assaltos podem ser evitados
com o treinamento de porteiros por empresas especializadas,
que ensinam aos profissionais do condomínio determinadas lições
para identificar golpes e situações de risco.
 
O porteiro deve sempre desconfiar de prestadores de serviços
que chegam acompanhados. Antes de autorizar a entrada de qualquer
pessoa ao condomínio, o ideal é ligar sempre para a empresa prestadora
do serviço para confirmar a visita ao condomínio e identificar
o funcionário. São pequenas atitudes que evitam grandes riscos.
 
Porém, é importante que o condomínio forneça ferramentas
para que o porteiro possa colocar em prática as medidas de segurança
necessárias. Por exemplo, se o telefone da portaria estiver bloqueado
o porteiro não tem como fazer qualquer verificação.
 
A portaria nunca deve passar informações sobre moradores,
uma vez que estas informações se transformam em “ganchos”
para que os meliantes voltem e assaltem o condomínio.
Um exemplo é a placa de venda. O assaltante chega em determinado
horário e pergunta sobre a unidade que está a venda; dados do morador
ou do proprietário do imóvel. E no turno seguinte, após a mudança
do porteiro, usa essas informações para entrar no condomínio
e iniciar a ação criminosa.
 
Outro fator importante é o investimento em ferramentas de segurança
e medidas preventivas. A segurança é uma soma de fatores que inclui
desde barreiras físicas e treinamento de funcionários até a cooperação
dos moradores. É essencial a instalação de portões duplos nas entradas
de pedestres e automóveis, insulfilme nas guaritas e câmeras
nos ambientes.
 
Um dado alarmante é que 90% dos assaltos em condomínios
são realizados por bandidos que não têm um prédio certo;
ou seja, estão sempre em busca de condomínios vulneráveis.
Normalmente, os bandidos não estão atrás de um morador especifico,
mas, sim, de oportunidades. Conclui-se, assim, que quanto mais protegido
for o condomínio, menos atraente ele será para os criminosos.
 
Outro ponto importante a discutir é a responsabilidade do condomínio
em caso de assalto ou outra ação criminosa. O Poder Judiciário
tem reiteradamente decidido que o condomínio não é responsável
por estes roubos, salvo se ficar comprovada falha na ação dos funcionários
ou se o condomínio oferecer segurança, o que precisa estar previamente
descrito em convenção. A melhor saída, então, é o trabalho em conjunto
entre administradoras de condomínios, funcionários e moradores
para evitar ser o próximo alvo da onda de violência.
 
Texto de Rodrigo Karpat 
Advogado imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório
Karpat Sociedade de Advogados.