
O portador da doença do pé diabético terá a partir de 2012 cobertura
dos planos de saúde para realizar o tratamento. Esta resolução integra
a nova listagem de coberturas através da Resolução Normativa 262,
que atualiza o rol de Procedimentos e Eventos em Saúde,
publicada em agosto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Nesta atualização foi incluída a cobertura do tratamento com oxigenoterapia
hiperbárica, como terapia adjuvante ao tratamento multidisciplinar
convencional do pé diabético. Esta é a segunda doença mais atendida
pelo Instituto de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil (IOHB),
com 45% dos casos. Em Porto Alegre, a Clínica, localizada na Rua Visconde
Rio Branco, 545 – Floresta, é a única a oferecer o tratamento aos pacientes
desta patologia.
Conforme a diretora médica do IOHB e especialista em Medicina Intensiva,
Dra. Luciana Maria Caccavo Miguel, a maioria dos pacientes que inicia
o tratamento no IOHB já chega com mais de oito meses de evolução
da doença, quando o ideal é iniciar a terapia o mais cedo possível.
“Os casos que chegam até nós são extremamente graves,
geralmente quando o quadro já está muito avançado”, salienta a Dra. Luciana.
Ela acrescenta que somente o tratamento não é o suficiente,
por isso os cuidados em controlar a glicemia, nutrição adequada, curativos,
acompanhamento médico constante, entre outras precauções,
são fundamentais para atingir os resultados esperados.
O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica caracterizada
por aumento da concentração de glicose sanguínea (hiperglicemia).
A prevalência nas áreas metropolitanas brasileiras é de 7,6%.
O pé diabético é uma das complicações crônicas do DM mais sensível ao uso
adequado de medidas preventivas, identificação precoce dos indivíduos
sob risco e tratamento multidisciplinar. No Brasil, o pé diabético é uma causa
importante de amputações de membros inferiores, além de ser a maior causa
de hospitalizações prolongadas em diabéticos.
Cuidados essenciais para casos de portadores de pé diabético:
1 – Otimização do controle metabólico;
2 – Uso de antimicrobianos, curativos e remoção de tecido desvitalizado
(desbridamento);
3 – Repouso sem apoiar o pé no chão e outras técnicas para aliviar o estresse
mecânico sobre os pés;
4 – Atendimento de podologia, palmilhas e sapatos ortopédicos;
5 – Avaliação por cirurgião vascular e cirurgia de revascularização,
quando indicada.
Mais informações : (51) 3346-7344
Fonte : Amorim Comunicação (51) 3333.8834
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