
O espetáculo “Desconhecidos”, com direção de Gustavo Machado,
traz aos palcos do Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat
(Rua dos Ingleses, 209 Bela Vista), em São Paulo / SP,
mais de 20 personagens históricos. Nas mais variadas situações,
os atores Fábio Herford (também autor do texto), Fábio Espósito,
Marcelo Laham e Carlos Baldim dão vida a William Shakespeare,
Tchaikovsky, Neil Armstrong, Charles Darwin, Tiradentes,
Van Gogh, Moisés, Mahatma Gandhi, Dom Pedro I, Matusalém,
Adão e Eva entre outras figuras.
O espetáculo diverte o público com um lado da história que, possivelmente,
nunca lhe foi mostrado, sem pretensão ao didatismo. Com rápidas trocas
de figurinos, acessórios e adereços, personagens dialogam e contracenam.
A trilha sonora foi originalmente composta por Daniel Tauszig. Cenografia
e figurinos ficam a cargo de Silvana Marcondes e a iluminação é de Wagner
Freire.
O espetáculo fica em cartaz até o dia 25 de novembro de 2011,
sempre nas quintas-feiras, às 21h30, e nas sextas, às 23h30.
Os ingressos custam R$ 30,00, e a bilheteria fica aberta de quinta-feira
a domingo a partir das 14h.
Sinopse:
William Shakespeare está escrevendo a história de sua peça no momento
em que ela está sendo assistida pelo público. No meio de uma crise existencial
e falta de inspiração para escolher um protagonista, surgem personagens
lendárias e das mais variadas épocas da história mundial.
A mente do brilhante dramaturgo se transforma no palco do espetáculo,
onde os encontros inusitados passam a acontecer. Shakespeare conversa
com Albert Einstein, dá conselhos para Moisés e faz terapia com Freud
junto a Van Gogh. Enquanto isso, Darwin se encontra com Adão e Eva
e se questiona sobre a Teoria da Evolução, e Gandhi prega a paz
por todo o território.
“Nossa comédia não tem compromisso com idade, personalidade
e nem rigor histórico com nenhum personagem. Mesmo por que também
trazemos figuras bíblicas, como Moisés, Adão e Eva. Alguns têm um traço
mais óbvio, claro, mas todos têm uma frase característica. É uma peruca,
uma brincadeira, um adereço que caracteriza e identifica cada figura”,
conta o diretor Gustavo Machado, que já dirigiu 5 peças, entre elas Cleide,
Eló e as Pêras, de Gero Camilo. Como ator, Gustavo já trabalhou com nomes
como Paulo Autran, Felipe Hirsh, Gero Camilo, Jô Soares, José Wilker,
Laís Bodanzky e Cibele Forjaz.
Fábio Herford, com vasta experiência em teatro – esteve em Ghetto,
A Alma Boa de Setsuan, Ricardo III e outros, tem seu primeiro texto
encenado em Desconhecidos. “Eu quero mostrar um pouco desses grandes
nomes para as pessoas, mas sem pretensão didática. Então,
transformei-os em personagens engraçados para que pudessem dialogar
com o público. Muitos dos gênios que estarão em cena não gostavam
de estudar, transgrediam as regras. Tchaikovsky, por exemplo,
foi obrigado a estudar direito e acabou virando um grande músico”,
comenta Fábio, que teve a ideia do espetáculo há 8 anos e fez um estudo
para conhecer os personagens. “Fui atrás de histórias que me interessavam.
Todos têm grandes frases, pensamentos e citações. Nem todos que estudei
e admiro puderam entrar no texto. Tive que saber escolher
para a dramaturgia funcionar”, completa.
Marcelo Laham, além de Shakespeare, interpreta Matusalém,
personagem bíblico que mais tempo viveu na Terra, e Moisés.
“Matusalém conta a história do surgimento do mundo e apresenta Adão
e Eva para o público. Moisés, que é feito por mais dois atores
durante o espetáculo brinca com 3 possibilidades de interpretação,
justamente para se encaixar na peça que Shakespeare está escrevendo.
Uma espécie de casting de atores para ganhar o papel. O meu Moisés
é o mais fanático e enlouquecido”, brinca Marcelo,
que terminou as gravações de Insensato Coração no mês passado.
Cenários e figurinos, assinados por Silvana Marcondes,
são simples e funcionais. “Elementos são trocados a todo o momento.
Optamos pelo mínimo de objetos que consigam definir o personagem.
Isso porque o ator é Gandhi e, de repente, precisa ser Darwin”,
conta o diretor.
“O que é ser conhecido ? É ser famoso, reconhecido pelo grande público ?
Não conhecemos muitos gênios, mas utilizamos os recursos deles.
A música do caminhão de gás que ouvimos desde crianças é na verdade
Fur Elise, de Beethoven”, diz o autor. “Quero também servir de inspiração
para essa moçada que está estudando, buscando uma carreira.
Normalmente estão confusos. E esses gênios também eram assim e hoje
são nomes históricos”, completa Fábio Herford.
Mais informações: (11) 3289-2358.
Fonte : Arte Plural
Foto : João Caldas












