
A pousada Ronco do Bugio (Estrada PDD, 128, Bairro dos Pires), em Piedade,
interior de São Paulo, é uma ótima alternativa para quem busca alguns dias
de relaxamento. O simples prazer de estar num local tranquilo,
no meio da natureza, foi um dos motivos de sua inauguração.
O outro foi proporcionar aos hóspedes uma experiência gastronômica
que satisfizesse ao mais exigente dos paladares.
A pousada está localizada há aproximadamente 100 km de distância
do caos da capital paulistana, no município de Piedade. Ao construí-la,
os sócios-proprietários José Luiz Majolo, Fátima Majolo, Eduardo Duó
e Fuad Murad se preocuparam em preservar a vegetação local.
Sendo assim, a sede da pousada é circundada por árvores centenárias
que servem de habitat para diversas espécies da fauna brasileira.
Para lazer, há trilhas que seguem por entre a mata sob o som da cantoria
de pássaros ou ainda a opção de seguir até uma cachoeira
para um banho refrescante.
O bugio:
O nome da pousada é uma homenagem ao bugio,
uma espécie de primata comum na região Sul do país.
Atualmente, o animal corre o risco de extinção devido à caça e,
principalmente, à destruição de seu habitat – as matas nativas.
O bugio costuma andar em grupos de quatro a seis indivíduos
e alimenta-se de folhas tenras e brotos. Possui um osso hioide
muito desenvolvido no crânio, que funciona como uma caixa
de ressonância, emitindo sons altíssimos semelhantes a um ronco.
Devido à política de preservação ambiental da pousada,
o bugio deixou de ser uma raridade local. Seu ronco é hoje ouvido
com maior freqüência pelos hóspedes da pousada,
principalmente em dias nublados, quando o animal costuma anunciar
a chuva que está por vir.
A gastronomia:
Num dos cantos da sede da pousada está localizado um pequeno
armazém. Nele estão expostos produtos feitos no local como geleias,
compotas, pães caseiros e licores. Em outro lugar, há um armário
que expõe cachaças artesanais. Ao fundo, panelas de ferro
descansam sobre um fogão à lenha aceso. Sobre uma mesa,
há uma gamela com frutas frescas. No bar, batidas de frutas
são preparadas. Enquanto isso, sentado diante de uma bancada,
um hóspede namora o cardápio do almoço enquanto espera o café da manhã.
Na pousada Ronco do Bugio, há uma norma vigente: não há horário limite
para o café da manhã. Por mais tarde que acorde qualquer hóspede,
ele sempre terá o direito de tomar a primeira refeição do dia
vagarosamente, no ritmo que desejar, seja ele preguiçoso ou não.
O desjejum é servido em etapas. Primeiro há cereais e sucos.
Depois, iogurte com mel e frutas da estação. Segue-se então cesta
de pães caseiros, rabanada, frios, queijos, omelete, geléia.
E, para fechar de forma magistral, compotas de frutas e fatias de bolos.
Antes do almoço que, devido ao farto café é comum só acontecer
quando o sol já está se pondo, muitos gostam de abrir o apetite
caminhando até a horta, passeando pelo pomar ou dando mergulhos
na piscina. Mas quando a fome chega, é difícil escolher entre as inúmeras
opções promissoras do cardápio. Este foi inspirado na cozinha
contemporânea, criado pelo proprietário Eduardo Duó
e é atualmente executado com maestria pelo chef Walter Bueno.
Entre as escolhas mais apetitosas estão: ossobuco com polenta cremosa
e salada de agrião; confit de costelinha com risoto de cítricos e chutney
de frutas; pernil de cordeiro com polenta cremosa, quiabo e batata-doce
frita; ou arroz de “Puta Rica” (arroz ao açafrão com pedaços de galinha
caipira, costelinha de porco, linguiça calabresa, bacon, pimentão
e ovo cozido). Entre as sobremesas, as opções são: arroz doce
de maracujá com mini-cocada, pudim de leite com calda de café
ou canapés de doces da roça.
Mais informações: (15) 3299-8367












