
A cantora Alcione fará três shows consecutivos no Canecão
(Avenida Venceslau Brás, 215, Botafogo), Rio de Janeiro,
para apresentar as canções de seu mais recente CD: Acesa.
As apresentações acontecem de 04 a 06 de dezembro e os ingressos
custam de R$ 60 a R$ 280. Este novo trabalho, o 34° da carreira
da cantora, mostra bons sambas temáticos e fartas doses
de romantismo despudorado.
Para quem gosta da Alcione sambista, o disco mostra alguns bons
exemplares do gênero como o delicioso “Chutando o balde”,
de Nei Lopes – compositor que foi lançado pela “Marrom”
em seu primeiro compacto, de 1972, com Figa de guiné,
numa parceria com Reginaldo Bessa, e de lá pra cá,
já teve quase 30 músicas gravadas por ela. Nesta faixa quem participa
(e assina o arranjo) é Wilson Simoninha com seu suingue peculiar,
herdado do pai, Simonal. Os dois cantam versos deliciosos como:
“Como dizia Seu Aldir da (rua) Garibaldi/ Quem não aguenta batidão/
Vai de Vivaldi/ Ou faz um samba igual ao meu/ Que o povo aplaude”.
Provando seu ecletismo, quem a Marrom também convidou
para participar de seu disco é o popularíssimo Grupo Revelação
num outro samba muito agradável, “O samba me chamou”,
de Sombrinha e Marquinho PQD, numa levada de gafieira,
com letra autobiográfica. “Foi o samba quem me deu valor/ Hoje em dia
tenho o meu lugar/ Quantas vezes ele me chamar eu vou”, diz a letra
de embalo, que terá lugar certo nas rodas de samba & pagode.
Teatral, divertida, suingada, romântica, eclética: estes são alguns
adjetivos que podem ser utilizados para reverenciar Alcione.
Sem preconceitos estéticos, equilibrando-se entre o sofisticado
e o popular, ela é cada vez mais querida por jovens e velhos,
gente simples, moderninhos, morro e asfalto, subúrbio e zona sul.
Mais informações: (21) 2105-2000