Operação Policial prende parentes de Flordelis e denuncia deputada como mandante da morte do marido

FlordeLis Pastora Deputada
FlordeLis Pastora Deputada

Gebbeg News

Operação prende parentes de Flordelis e denuncia deputada como mandante da morte do marido


O pastor Anderson do Carmo foi assassinato em junho de 2019 em Niterói, no Rio de Janeiro. A deputada Flordelis (PSD-RJ) havia relatado que o marido foi vítima de um assalto. Ao menos sete suspeitos de ligação com o crime, incluindo filhos de Flordelis, foram presos. A parlamentar não pôde ser presa por ter foro privilegiado.

De acordo com as investigações, a motivação do crime seria disputa de poder e emancipação financeira de Flordelis. Os agentes cumprem 9 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e em Brasilia.

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Presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que iniciou os procedimentos para afastamento da deputada Flordelis, “evidentemente, não se desprezando a possibilidade de expulsão”.

A denúncia vai ser encaminhada à Câmara dos Deputados Federal para que medidas administrativas sejam tomadas. Flordelis pode ser afastada do cargo para responder pelo crime na prisão.

Investigações

A investigação contra Flordelis, mostra que que Marzy Teixeira da Silva (filha socioafetiva), Simone dos Santos Rodrigues (filha biológica) e Rayane dos Santos Oliveira (filha de Simone e neta) ajudaram a deputada a planejar e convencer outros dois filhos  a executarem o pastor Anderson do Carmo.

Segundo o Ministério Público, elas agiram “livre e conscientemente, em comunhão de ações e desígnios com o executor do crime e com os demais denunciados, aderindo previamente à intenção homicida” e “concorreram de forma eficaz para o crime de homicídio contra a vítima”.

Marzy, Simone e Rayane auxiliaram Flordelis a formular um plano para matar Anderson. Ele foi assassinado na madrugada de 16 de junho de 2019, na residência do casal em Niterói, numa simulação de latrocínio (roubo seguido de morte).

O Ministério Público diz que o filho, Flávio dos Santos Rodrigues, “com inequívoca vontade de matar, desferiu diversos disparos de arma de fogo contra o corpo da vítima Anderson do Carmo de Souza”.

Filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues já havia sido denunciado junto com  Lucas Cézar dos Santos de Souza, filho adotivo, como executores do crime. Segundo o MP, Flávio foi executor direto e Lucas atuou como partícipe.

Ministério Público do Rio descreveu o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis, nos seguintes termos: “o homicídio foi cometido por meio cruel, eis que [a vítima foi] alvejada por dezenas de disparos de arma de fogo, inclusive na região próxima às genitálias”…

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Uma mulher que frequentava a igreja fundada pela deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) relatou à Polícia Civil que a parlamentar e seu marido, o pastor Anderson do Carmo, frequentavam uma casa de swing, lugar onde há troca de casais. O depoimento, ao qual o EXTRA teve acesso, foi dado em setembro do ano passado a policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí no inquérito que apura a morte de Anderson.

A fiel afirmou que soube da informação em 2007, ao levar sua supervisora a um culto no Ministério Flordelis. Ela relatou à polícia que ao ver a deputada e pastora, sua amiga ficou surpresa e comentou que Flordelis frequentava a mesma casa de swing que ela, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

A supervisora da fiel afirmou que além de Flordelis e Anderson, Simone, filha biológica da deputada, e o marido dela, André, também frequentavam o local. Ainda segundo a mulher, Flordelis possuía um quarto privativo na casa de swing. A mulher chegou a descrever a roupa usada por Flordelis na ocasião em que a viu na casa de swing e afirmou que ela estava extremamente bêbada.

Já Lucas dos Santos, filho adotivo da deputada federal Flordelis, disse durante depoimento para a Polícia Civil que a parlamentar possuía um taco de beisebol em casa para “bater nos outros”.

Ao falar sobre o assunto, o réu pela morte do pastor Anderson do Carmo disse que Lorrane, uma das netas da parlamentar, fazia fofocas para “os outros apanharem”.