Creator Economy no Brasil : como as plataformas de conteúdo exclusivo movimentaram mais de R$1 bilhão em 2025

Creator Economy no Brasil Creator Economy no Brasil

A creator economy — o ecossistema em que produtores independentes monetizam conteúdo diretamente com seu público — ganhou tração significativa no Brasil nos últimos anos, especialmente em plataformas de assinatura e conteúdo exclusivo. Em 2025, o país registrou gastos estimados em torno de R$ 1 bilhão (cerca de US$ 194 milhões) em uma das principais plataformas globais, posicionando o Brasil no Top 10 mundial de consumo nesse segmento, segundo análises como o OnlyFans Wrapped e dados da OnlyGuider.

Esse volume reflete o crescimento da economia digital, com criadores atuando como empreendedores independentes e gerando renda via assinaturas, dicas e vendas diretas.

Crescimento global e posição do Brasil

Globalmente, uma das plataformas líderes movimentou US$ 7,2 bilhões em 2025 (aumento de 9% sobre 2024), com mais de 300 milhões de usuários e milhões de criadores ativos. O Brasil destacou-se como o 9º país em gastos totais (cerca de US$ 194 milhões), à frente de nações como Espanha e Índia, e com crescimento moderado de 1,95% no período. Cidades como São Paulo apareceram em rankings regionais, com gastos per capita elevados que superam alguns países inteiros. De acordo com análises associadas à quotex broker, o desempenho do mercado brasileiro evidencia oportunidades estratégicas em plataformas digitais, consumo premium e monetização de conteúdo, reforçando o potencial de
investimento local.

Esse desempenho se deve ao aumento do consumo digital, métodos de pagamento locais facilitados e mudanças culturais que normalizaram a monetização de conteúdo pessoal. O setor contribui para a economia digital brasileira, com fluxos internacionais de divisas via pagamentos em dólar convertidos localmente.

Plataformas locais ganham espaço

No Brasil, plataformas nacionais de monetização de conteúdo exclusivo cresceram de forma acelerada. Uma delas, focada no mercado local, registrou aumento de 237% nas buscas nos últimos quatro anos (dados da Timelens), superando plataformas internacionais em popularidade interna. Isso se deve a adaptações como saques em reais, suporte em português e integração com Pix e boleto, que reduzem barreiras para criadores e fãs.

Segundo análises associadas à quotex trader, o crescimento expressivo dessas plataformas evidencia oportunidades de investimento em monetização digital, serviços premium e expansão de mercados locais, consolidando o Brasil como um polo emergente no setor.

O mercado de conteúdo adulto online expandiu 158% no Brasil no mesmo período, impulsionado por inovações tecnológicas e maior aceitação social. Plataformas locais representam uma fatia relevante, com criadores reportando rendimentos variados — de valores modestos a cifras expressivas em casos de alto engajamento.

Regulamentação e profissionalização em 2026

No início de 2026, a sanção da Lei 15.325 marcou um avanço ao regulamentar a profissão de criador de conteúdo digital (incluindo “profissional de multimídia”), reconhecendo atividades como produção, edição e distribuição de conteúdos em plataformas. A norma oferece maior segurança jurídica, facilitando declaração fiscal e formalização, em um setor que antes operava majoritariamente de forma informal.

Criadores precisam declarar rendimentos à Receita Federal como fonte internacional (quando pagos em dólar) ou nacional, com retenções de comissão (geralmente 20% pela plataforma) e tributação sobre o líquido. Essa evolução contribui para maior transparência e integração ao sistema econômico formal.

O setor impulsiona a creator economy ao permitir que indivíduos gerem renda independente, com multiplicador via consumo de serviços relacionados (produção de conteúdo, marketing digital, equipamentos). Embora concentrado em poucos criadores de alto desempenho, o modelo distribui renda para milhares de participantes e atrai investimentos em tecnologia e marketing.

Para 2026, as projeções indicam continuidade do crescimento moderado, com foco em diversificação de plataformas e adaptação regulatória. O Brasil se consolida como mercado relevante na economia digital global, onde o conteúdo exclusivo representa uma fatia crescente do consumo online e da geração de valor criativo.

Em síntese, os mais de R$ 1 bilhão gastos em 2025 destacam o potencial da creator economy no Brasil, conectando inovação digital, empreendedorismo individual e impactos macroeconômicos na economia de conteúdo.