Federação Brasileira de Hospitais encaminha ofício aos governadores solicitando adiamento na cobrança de tributos

FBH – Federação Brasileira de Hospitais encaminha ofício aos governadores solicitando adiamento na cobrança de tributos

Medida proposta pela Entidade visa diminuir as despesas dos hospitais nesse momento crítico de epidemia e, com isso, garantir a manutenção de milhares de empregos na rede privada.

O presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), entidade pioneira que representa mais de 4.200 hospitais do país, Adelvânio Francisco Morato, encaminhou, na última segunda-feira (23), ofícios aos governadores de todos os estados do país, e mais do Distrito Federal (DF), solicitando o suporte das administrações estaduais diante dos severos impactos financeiros provocados pela epidemia de Coronavírus no Brasil. No documento, o presidente da Entidade reforça a importância social dos estabelecimentos hospitalares, sobretudo num momento em que são mais demandados, e solicita que tributos como ICMS, água/esgoto, energia elétrica e IPTU sejam diferidos.

“É público e notório, os hospitais estão e serão extremamente exigidos neste período. Além das questões legais, que nos obrigam a prestar atendimento a quem necessita, estamos impossibilitados de realizar qualquer procedimento eletivo, uma vez que já recebemos determinação de alguns planos de saúde, inclusive informando que tais procedimentos serão glosados, caso realizados. Com isso, as despesas que já eram altas, aumentarão, e as receitas diminuirão”, destaca o ofício. “Entendemos que se trata de um momento muito especial, e que precisamos da ajuda do ente público para transpô-lo da melhor maneira possível”, complementa.

Morato ressalta que diante dos impactos financeiros, qualquer corte de despesa, ou até mesmo adiamento, será de extrema importância para que os hospitais de pequeno, médio e grande portes possam ter fôlego para manter os serviços em pleno funcionamento. 

“Temos a convicção da necessidade do auxílio do poder público, com o deferimento de medida ora requerida, para que possamos superar este difícil momento em que vivemos, mantendo nossa atividade, e garantindo os empregos fundamentais a qualidade de vida de nossa população”, destaca Adelvânio Morato.