Indústria brasileira de calçados demitiu 34,1 mil desde março

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Carteira de Trabalho : Emprego X Desemprego

Indústria brasileira de calçados

O setor que apoiou Jair Bolsonaro na pressão ao STF para Ministros retirarem de prefeitos e governadores a autonomia de criar decretos contra a abertura do comércio viabilizando a iniciativa do presidente da República na negação do Coronavírus, anuncia que demitiu 34,1 mil desde março. vale ressaltar que o setor calçadista teve inúmeras vantagens no passado com a desoneração da folha de pagamento.

Setor calçadista perdeu 1,3 mil postos de trabalho em uma semana

Desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem atualizando os dados do impacto da crise na atividade. O mais recente levantamento, finalizado na terça-feira (26/05), aponta para 1,3 mil postos perdidos em apenas uma semana. Com o número, desde meados de março, as indústrias de calçados brasileiras já perderam 34,1 mil postos, 12,6% da força de trabalho total do segmento – de 269 mil postos diretos registrados em dezembro de 2019.

Conforme levantamento da entidade, realizado junto aos sindicatos setoriais brasileiros e empresas dos principais polos calçadistas, os estados que mais perderam postos durante a pandemia do novo coronavírus foram São Paulo (10,5 mil postos perdidos), Rio Grande do Sul (9,4 mil postos perdidos), Minas Gerais (5,2 mil postos perdidos), Bahia (4,8 mil postos perdidos) e Ceará (1,6 mil postos perdidos). Na semana que passou, os estados que mais perderam postos foram Rio Grande do Sul (468 postos) e São Paulo (382 postos).

Outro fator importantíssimo para as demissões é a queda nas exportações que caíram 40% em abril, com 4,84 milhões de pares embarcados ao exterior.  No ano, segundo a Abicalçados, os embarques devem cair até 30,6%, fechando com o pior resultado desde 1983.